domingo, 13 de março de 2016

Ode ao Amor E-Terno

Entende desse coração, em uníssono,
Amar ao máximo um eterno sangue?
Frisson aurífero no auge do tilintar genuíno
Não, você ainda não percebe de jeito algum.

Desconte os efeitos das horas
Companhia tanta de encanto inteiro
Por favor, mestre de obras!
Tempo, meu fiel escudeiro...

A hora chega
Sem escoras  no peito
Vasta obra, da maldade  trôpega
Sem recurso ou artimanhas do direito                 

É um privilégio na fôrma de banquete
Orgulho e honra, à toda prova, como flor
Sacramentados desde o tal desacreditado bilhete
Pedras cravejadas do brilhante amor

De qualquer jeito, adeus ao “sinto muito”
Títulos dos ventres às pernas
Luz de velas, café e união à mesa
À mercê das outras novas uniões
Malgrada a alheia solteirice
Expostos ao oceano vertiginoso da cúmplice velhice

Façam todos suas apostas!
Decerto usarei vermelho nos festejos especiais
Quem hoje volver à grande sorte
Encontrará a metade lá dentro
Sabido o quase infalível poder dos guardas celestiais.

Sem lamentar os doces recomeços e das superfícies os livres radicais.

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