quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Senda Delfim

Reluzir oníricos cantos na amplidão

Políssemos de uma longa alvorada

Constringir em seio forte prantos de solidão

Ao largo da penumbra da madrugada

Porquanto suplicarem as rédeas de esfíncteres 

Com o asco de corrosões e vícios

Macrocosmos longínquos de infinitos caracteres 

Dores, mares, desatinos, martírios

Velarão em sol maior as preexistências do caminho

Sob as hélices do mundo moinho

Choques de anos-luz na gutural realidade

Para além da ressentida gravidade 

Trazem às vistas do ósculo em xeque 

Sorrateiros como ventania na quina do leque

Céus de arranhar suspiros

Na arte de celebrar delírios

Feito filho no ninho da serpente

Clausura do falso repente 

Báscula tal qual bússola de mão

Cisma, nó, da cura pela invenção. 

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