quarta-feira, 3 de junho de 2020

Renascença


Depois de amanhã há de ser o dia de ação de graças a Helena. Ao sabor do raiar do Sol, os sorrisos cintilantes do xodó dos Capella lançará os primeiros feixes de luz sobre os quinhões de terra prometida. Sem a menor sombra de dúvidas, receberá de braços abertos e a plenos pulmões o encanto no corpo de nascituro.


De tal modo, renascerá em forma de flor o fio de esperança. De conceber as insubstituíveis reexistências de Marias. Para reparar as forças vitais no ciclo imponderável da natureza. Compreender as novas nuances de "rouge" nas sutis cores de aquarelas pulsantes na alegria genuína de criança. Da sua criança em colo onisciente.


Pois o amor, cristalino, em sua essência, carrega em si, o ávido desejo pelo ineditismo, pela licença afetiva do legado experimental. Tudo novo de novo, em desconcertante timbre de voz mezzo soprano. De colírios para orgulho de pai, realização ao seio materno. Tanta beleza seria comparada ao surgimento metafísico do arco-íris ao fundo da cordilheira. Faz-se parelho ao frio na espinha da estreia no ballet, do tão sonhado dez - a nota de louvor - na prova final.


Salvadora das futuras gerações, perpetuará aos quatro cantos do mundo os ideais da responsabilidade cidadã e os conhecimentos civilizatórios, a fins da salutar convivência em sociedade. Por razão das circunstâncias, semeará, ao largo de qualquer presunção de inocência, uma gama de vivências lúdicas e representações oníricas.


Depois de amanhã há de ser o agora de Helena, futuro do subjuntivo do verbo encontrar. Filiada nos salões de festas de lares em comum, eufóricos com a recém-chegada em zeloso berço.



terça-feira, 2 de junho de 2020

Desenhos do Interior

Sotaques brindam
Campos floridos, sedes
Mais via crúcis

sábado, 30 de maio de 2020

Tournée

Há horários
Prestos itinerários
Conduzem graça.

Mar de Histórias

Ondas vêm e vão
Em corrente marinha
Oceanos tão.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Brado Varonil

Varra, mundo vil
Do seu eu o amargor
Brasil sobra dor.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Finta Social Club

Dribles marotos
Provocam baita show:
Quase meio gol.

SOS Solidão

Saudades caçoam
Da cândida lembrança
Quanta herança!

terça-feira, 26 de maio de 2020

Cidades de Deus

Luto blinda
Pobres, corpo banido
Povo sofrido.

Passe Livre

Às vezes vale
Mais voz amiga a mil
Vias de fato

domingo, 24 de maio de 2020

Ante Vírus

Brandos sintomas
Mascaram sinais virais
Insana curva.

Malandra Mente

Sinapses ditam
Em telas limpos sinais:
Sinopses reais.

Antiofídica

Doce veneno
Priva a ocasião
De qualquer senão.

Suprema Corte

Menos valiam
Vãs justificativas
Em más mãos com larvas.

Praça Belmonte

Crias da Delfim
Pipas gris em solar céu
Recorte de mim.

Malta Crúcis

Lusitano traz
Do atletismo braço
De união traço.

Carta Náutica

Mapas desenham
Recortes insulanos
Da costa relevos.

Mercado Negro

Carne barata
Ali enfileirada
Póstumos sinais.

Torrentes de Outono

Chuvas ariscas
Precipitam canções
Em frios sótãos.

Xilindrós

Preso alcança
Mínima segurança
Num radar Brasil.

sábado, 23 de maio de 2020

Helenas de Trinta e Três

Tamanho sentido nunca dantes transcrito em sabores virtuais. Pudera: Helena é o amor disparado em nossas vidas. Aquele gatilho interminável de doses cavalares de endorfina e adrenalina. A tal combustão de hormônios no corpo da mãe perfaz a alma como força motriz de sensações soberanas para o resto dessas existências.

Sábias resoluções da natureza humana na absoluto destino criado na disponibilidade reprodutiva entre pares outrora idênticos, cujos bem comum cintila desejos invioláveis de ser redentor com a cria em espécie. Sentir a pulsação original do helênico coração no bojo do ventre é ir ao encontro da felicidade profunda na exatidão dos algos rítmicos de outras jornadas espirituais.

Evoluir, na matricial predisposição de recriar, é ainda desembaraçar-se diante da acuidade visual de tomar conta de um novo e indefeso ser. Na mais basal e instintiva das possibilidades. Sem a nítida noção de performances vivenciáveis ou cognitivas, na imprevisível escola dos significados. O tempo presente far-se-á razão cósmica para registros históricos da passagem de Helena pela Terra. A arte agora assinada determinará as perspectivas aceitáveis de visão universal e fonte substancial de conhecimento.

Poesias terão em dias acordados a vez dileta nos olhos da amiga de Sofia, com a curatela de mentores de aguçado consciente. Antes posta ao crivo da sobrevivência biológica, passa a dimensionar benevolências às vistas nuas a partir do legado espiritualistas dos próprios ancestrais. Cordiais amparos de entes escolhidos a dedo proporão caminhos sensíveis para o desenvolvimento pessoal da filha de Deus no colo de Marias, "de certa magia, da tal força a nos alertar" das intempestivas contravenções do planeta.